eBook FÁBULAS NUNCA MORREM (leia um trecho)

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Está disponível o eBook do conto originalmente publicado em formato de zine em série limitada numerada e assinada. Abaixo alguns releases sobre a obra:

(Link para o eBook na loja da Amazon – 2,99$ https://www.amazon.com.br/dp/B06XV6YCFC/ref=sr_1_1?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1490440405&sr=1-1&keywords=Fabio+q )

– RESENHAS SOBRE O CONTO:

O site Livro e Café colocou Fábulas Nunca Morrem entre as leituras de interesse do mês junto (2015) à nomes de monstros da literatura: Cervantes e Mia Couto!

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“Uma das melhores coisas que podemos dar a alguém é possibilidade.

Quando contamos uma história, um conto, uma fábula, estamos na verdade oferecendo a possibilidade da imaginação. Ir além dos olhos, alterar a funcionalidade de cada coisa, criar expectativas e surpreender.

Tudo isso eu ganhei enquanto lia este livreto do querido Fabio Q. Isto porque nem deu tempo de ouvir o cd que acompanha com 3 faixas do Elo da Corrente, tenho certeza que a viagem será ainda mais bonita.

Periga no fim eu comer o livro.

E aos poucos meu peito de páginas.

E aos poucos meus braços de linhas.

E aos poucos, eu, fábula.”

Licka Buendia é produtora cultural

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“Fabio Q. é bastante conhecido por seu trabalhos com graffiti e telas. Mas ele também manda forte nas palavras. Nesse zine muito bem editado, conta uma passagem na vida de Eleonor, uma jovem que  mora  na  quebrada  e  está  prestes a  tomar uma  iniciativa  que  poderá  mudar sua vida. Seria uma história simples se Fábio não narrasse todos os pormenores (ou seriam pormaiores?) que precedem a consumação do fato. A história é tão envolvente que é possível sentir  a  angústia  da  protagonista diante  de  todos os conflitos  que  passam em sua cabeça.

Como se não bastasse essa história muito boa, a publicação ainda acompanha um CD com três canções do grupo Elo da Corrente.”

Márcio Sno é pesquisador, fanzineiro, diretor do Doc Fanzineiros do Século Passado e idealizador do O Universo Paralelo dos Zines

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 A literatura do sujeito alterna entre imagens poéticas e imagens duras, e por vezes construções duramente poéticas. Cenas de vidas que não vemos, o pouco de beleza e o muito de devassidão que elas guardam.
Tiragem limitada e numerada (200 exemplares, pelo que diz a numeração), papel pólen no livro de contos, papel couchê brilhante na HQ.
Achei a combinação interessante e diferente, por isso resolvi fazer um post aqui para mostrar pra vocês.”

Yuri Al’Hanati do site LIVRADA,

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“Recebi os contos e a HQ do competentíssimo Fabio Q. Já conhecia e admirava o trabalho gráfico dele, mas não sabia que era tão bom artista no uso das palavras. Recomendo muito a todos e convido a conhecerem o trabalho excepcional desse cara! Valeu, Fábio!”

Thiago Cabello  esteve à frente do podcast Papo Na Estante e hoje está nos projetos de podcast Baseado Em Histórias Reais e Desconstruindo (no Filosofia Nerd)

 – LEIA UM TRECHO:

Fugir.
Desaparecer.
Pensamentos íntimos que nunca foram além do devaneio, agora são reais.

O que é concreto pesa.

Em passos apressados Eleonor traz o refrigerante, agarrando-o com forças que ultrapassam a necessidade.

O sonho retorna a mente.

A avó também.
A voz enfraquecida pela idade, o carinho e as histórias que era dada a contar.

– Você pode não acreditar, minha fia – dizia, adiantando o tom de fábula – Mas é a pura verdade. Minha irmã encontrou um pássaro. Estava machucadinho. Ela trouxe ele aqui pra casa e minha mãe ficou assustada. Disse que era pássaro de gente bacana e que deviam estar procurando ele por aí. Ela queria que Nina soltasse o bichinho, mas ele estava tão fraquinho, tão fraquinho que não tivemos coragem. Que pássaro lindo, a gente nunca tinha visto um igual. Era dado a umas cantorias de assobio. Ás vezes, tinha horas, que parecia que ele falava com a gente. Tinha uma crista grande, que lindo. Com todo o cuidado que demos ele foi ficando forte. – A tosse retarda segundos da narrativa – Um dia demos a falta do bicho. “Nina, Nina o Lulu fugiu.” Tínhamos dado até um nome pra ele, cê acredita menina? “Não fugiu não. Eu o comi”, ela disse. “Comeu? Como assim comeu? Ele me pediu e eu comi.”

Perdida nestes devaneios, Eleonor não percebeu que havia percorrido todo o trajeto. Foi o cunhado que a fez perceber onde estava.

– Nossa, o que é isso? Desse jeito eu não me seguro, Lezinha. Tá cada dia mais gostosa. Aonde vai com toda essa beleza? – O olhar a devora enquanto traga o cigarro.

O cigarro ele fumava fora. Dona Vasti não admite que fumem dentro de sua casa.

Mal Eleonor formulou uma resposta, sua irmã saiu a porta.
– Até que enfim ein, Lê. Vamos, entrem que o almoço já esta na mesa.

– Eu ia falando aqui pro seu mari…

– É, a gente falava como é bom estarmos em família não é, Eleonor? – Armandinho a corta ameaçadoramente.

Eleonor passa por eles rosnando pra dentro. Deposita o refrigerante na pequena mesa e enterra o corpo na cadeira sepultando a denúncia que guarda há alguns anos.

– Vamos gente, sirvam seus pratos. – orienta em tom alto Dona Vasti.

(Comprar através do email: fabioquill@gmail.com)

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